Trump nega escassez de mísseis e ameaça punir responsáveis por fugas de informação - 24 Notícias
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou esta quarta-feira que o país enfrente uma escassez de mísseis e outras munições de longo alcance, na sequência da guerra com o Irão. Numa publicação na rede Truth Social, ameaçou ainda com "longas penas de prisão" os responsáveis pela divulgação de informações consideradas confidenciais sobre os arsenais norte-americanos.
Trump afirmou que os Estados Unidos dispõem de "quantidades massivas de munições, especialmente de certos tipos", acrescentando que a produção de armamento está a ser reforçada para responder às necessidades do país. O presidente assegurou ainda que a indústria da defesa está a construir "o maior número de fábricas da história" dos Estados Unidos.
As declarações surgem após vários órgãos de comunicação social norte-americanos noticiarem que o conflito com o Irão reduziu significativamente as reservas de mísseis de precisão de longo alcance. Entre os sistemas referidos estão os Army Tactical Missile Systems (ATACMS) e os Precision Strike Missile (PrSM), utilizados durante as operações militares.
Segundo essas notícias, Washington enfrenta também uma diminuição das reservas de intercetores dos sistemas de defesa aérea Patriot e THAAD, cuja reposição estará a decorrer a um ritmo inferior ao consumo registado durante a guerra.
Trump rejeitou estas informações e deixou um aviso às fontes que terão divulgado dados classificados. "Os autores destas fugas de informação traiçoeiras estão a ser identificados. Serão pedidas longas penas de prisão", escreveu na Truth Social.
Entretanto, a Casa Branca e o Pentágono desmentiram também notícias sobre alegadas divergências entre Trump e o secretário da Defesa, Pete Hegseth. O Washington Post noticiou que o presidente terá exigido explicações ao responsável do Pentágono sobre a alegada escassez de munições durante uma reunião em Camp David.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou a notícia como "fake news" e garantiu que o episódio "nunca aconteceu". Também o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, negou que tenha existido qualquer confronto entre Trump e Hegseth.
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