Trump presenteia assessores com até R$ 230.000, revela jornal, e levanta suspeitas

🗓️ 2026-09-09 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -
Natalie Harp entrega uma folha impressa ao presidente Donald Trump.
Natalie Harp entrega uma folha impressa ao presidente Donald Trump. (Jabin Botsford/The Washington Post/Getty Images)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu presentes em dinheiro de até US$ 45 mil (quase R$ 230 mil, na cotação atual) a quatro funcionários da Casa Branca no fim do ano passado, informou a imprensa americana nesta quarta-feira, 9.

Entre os beneficiados está Natalie Harp, assistente executiva que acompanha Trump em grande parte de sua agenda. Ela recebeu US$ 45 mil, assim como a assessora de comunicação Margo Martin e o vice-diretor de operações do Salão Oval Chamberlain Harris. Já Walt Nauta, diretor de operações do Salão Oval, recebeu US$ 20 mil.

Suspeitas

Harp, Martin e Harris recebem um salário de US$ 150 mil por ano, enquanto Nauta ganha US$ 175 mil, de acordo com o relatório de remuneração da Casa Branca enviado ao Congresso americano. Os pagamentos foram registrados pelos funcionários como presentes de fim de ano.

Em um comunicado publicado nas redes sociais, a Casa Branca afirmou que Trump tem uma “prática antiga de dar presentes de Natal a pessoas de seu círculo de relações. Os presentes em questão não têm qualquer relação com as atribuições oficiais desses indivíduos no governo e, portanto, são totalmente permitidos à luz das normas legais e éticas aplicáveis”.

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De modo geral, é proibido que funcionários públicos recebam remuneração externa. A notícia foi noticiada primeiro pelo jornal The Washington Post.

Quem são os funcionários

Chamada de “impressora humana”, Harp é conhecida pelo hábito de carregar uma impressora portátil para acompanhar Trump. Ela imprime notícias favoráveis, publicações em redes sociais e outros conteúdos para o presidente, que costuma preferir ler “informações importantes” no papel.

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Já Martin trabalha com Trump desde seu primeiro mandato e retornou às funções após a vitória republicana nas eleições de 2024, enquanto Harris foi nomeado para integrar a Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos, órgão responsável pela supervisão do projeto do presidente para construir um enorme salão de baile na Casa Branca.

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Nauta, que já trabalhou como assistente pessoal de Trump, foi acusado, junto com o presidente americano e o ex-gerente da propriedade de Mar-a-Lago Carlos De Oliveira, de conspirar para obstruir uma investigação do FBI sobre documentos confidenciais levados pelo republicano após o fim do seu primeiro mandato. As acusações contra os envolvidos foram retiradas em 2024.

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