UEFA vira as costas à FIFA. Países europeus ameaçam boicotar o Mundial
Estalou o verniz entre a FIFA e a UEFA. A estação televisiva britânica Sky News fez saber, no decorrer da noite desta terça-feira, que os países europeus estarão mesmo a ponderar entre si o possível boicote do próximo Campeonato do Mundo de futebol feminino, que se vai realizar no Brasil no próximo ano.
A relação de alguns dos países europeus com Gianni Infantino, presidente da FIFA, já não era a melhor nos últimos tempos, sobretudo devido às muitas polémicas em torno do dirigente suíço que foram sendo tornadas públicas ao longo das últimas semanas, mas pior ficou devido à ideia megalómana que se ficou a conhecer esta terça-feira.
Em comunicado, a FIFA anunciou a intenção de angariar até 4,2 mil milhões de dólares com a venda de participações do Mundial a privados, num plano que tem à mistura Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, ele que se tornou muito amigo de Infantino nas últimas semanas.
A proposta inclui ainda a criação do programa FIFA Fast-Forward, que disponibilizará, de forma voluntária, até 20 milhões de dólares adicionais por federação para projetos especiais, como estádios, centros de treino e outras infraestruturas.
De acordo com a mesma estação televisiva, as nações da UEFA vão realizar uma reunião de emergência virtual esta semana para discutir sua oposição à tentativa da FIFA de lançar uma nova empresa comercial com investimento externo.
A Federação Inglesa de Futebol (FA), uma das que tem mais peso na UEFA, não tinha qualquer conhecimento sobre os planos do organismo que rege o futebol mundial. O mesmo terá acontecido com as outras nações europeias, o que justifica a quebra de confiança.
UEFA sem papas na língua
Em reação a esta ideia de Infantino, a UEFA mostrou-se frontalmente contra esta proposta, considerando que a mesma "ultrapassa uma linha que as instituições que governam o futebol nunca deveriam cruzar".
"A alma e a governação do futebol não são ativos para negociar, especialmente sem qualquer transparência sobre quem beneficia financeiramente. Nenhum de nós é proprietário do futebol. Não pertence à FIFA para o vender", afirmou a confederação europeia, em comunicado divulgado após a notícia do The Times.
O reputado jornal britânico referiu que a intenção da FIFA passa por vender as participações nos direitos comerciais dos Campeonatos do Mundo a investidores privados através da nova subsidiária, com Infantino como comissário. Em cima da mesa está a privatização de 20 e 30% do capital dos torneios organizados pela FIFA.
A J.P. Morgan foi contratada para operacionalizar todo este dossiê. Entre os potenciais investidores está a Thrive Eternal, fundada por Joshua Kushner - irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja administração já terá sido consultada sobre este plano.

Bomba. Infantino quer vender ações do Mundial a privados e UEFA já reagiu
Imprensa inglesa avançou esta terça-feira que Gianni Infantino estará a ponderar vender uma participação de entre 20 a 30 por cento do Mundial a investidores privados. UEFA já reagiu ao plano do dirigente.
Rodrigo Querido | 16:58 - 28/07/2026