Uma seleção de livros nacionais sobre feminismo, direitos das mulheres e igualdade de gênero

🗓️ 2026-10-10 📁 lifestyle 📝 ⏱️ 👁️ : -

De "Quem tem medo do feminismo negro?", de Mary del Priore a "Ideologia e feminismo: A luta da mulher pelo voto no Brasil", de Branca Moreira Alves, confira a seleção da Vogue Brasil

Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz lançaram recentemente 'Escreviventes'
Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz lançaram recentemente 'Escreviventes' — Foto: Divulgação

Neste sábado (10.10), o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher convida à reflexão sobre as raízes históricas e sociais da violência de gênero no Brasil. A literatura nacional ajuda a compreender como essa realidade foi construída ao longo do tempo. É o caso de Sobreviventes e guerreiras, de Mary del Priore que recupera a trajetória das mulheres na história do país, ou de Ideologia e feminismo: A luta da mulher pelo voto no Brasil, de Branca Moreira Alves, que examina a conquista de direitos políticos, enquanto Lélia Gonzalez, em Por um feminismo afro-latino-americano, e Djamila Ribeiro, em Quem tem medo do feminismo negro?, discutem as relações entre gênero, raça e poder. Confira a lista abaixo:

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Ideologia e feminismo: A luta da mulher pelo voto no Brasil

Título 'Ideologia e feminismo A luta da mulher pelo voto no Brasil', da Branca Moreira Alves — Foto: Divulgação
Título 'Ideologia e feminismo A luta da mulher pelo voto no Brasil', da Branca Moreira Alves — Foto: Divulgação

Branca Moreira Alves - Editora Vozes (2025)

Tendo como eixo central o direito ao voto feminino, conquistado no Brasil apenas em 1932, este livro da historiadora e cientista política Branca Moreira Alves foi publicado originalmente em 1980 e ganhou uma nova edição. Na obra, a autora analisa, sob uma perspectiva crítica, a luta das mulheres por cidadania e representação política.

Sobreviventes e guerreiras: Uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000

Sobreviventes e guerreiras Uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000, Mary del Priore — Foto: Divulgação
Sobreviventes e guerreiras Uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000, Mary del Priore — Foto: Divulgação

Mary del Priore - Editora Planeta (2020)

A historiadora Mary del Priore faz um recorte preciso e ousado nesta obra que analisa o papel da mulher no território brasileiro durante cinco séculos, do Brasil colônia à contemporaneidade. Ela propõe uma visão crítica em torno dos marcadores temporais que fizeram do país um terreno fértil para o patriarcado e suas violências.

Escreviventes

"Escreviventes'" — Foto: Divulgação
"Escreviventes'" — Foto: Divulgação

Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz - Pallas Editora (2026)

Lançado recentemente, o livro registra uma conversa aberta e sem filtros entre duas das maiores vozes da nossa literatura. Olhando para as suas próprias vidas, Conceição e Eliana expõem o que é ser mulher negra no Brasil de hoje, tocando em pontos cruciais como o racismo estrutural, a solidão na maternidade, o envelhecimento e as tentativas diárias de silenciamento.

Por um feminismo afro-latino-americano

Título 'Por um feminismo afro-latino-americano', da Lélia Gonzalez — Foto: Divulgação
Título 'Por um feminismo afro-latino-americano', da Lélia Gonzalez — Foto: Divulgação

Lélia Gonzalez - Editora Zahar (2020)

Precursora do feminismo negro no Brasil, Lélia Gonzalez (1935–1994) é uma leitura fundamental, especialmente nos estudos e debates sobre gênero, raça e classe no Brasil e na América Latina. Publicada com organização de Flávia Rios e Márcia Lima, a obra reúne uma coletânea de textos produzidos por Lélia durante o período de redemocratização do país, entre 1979 e 1994.CARD6

Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço

Título 'Maria Bonita Sexo, violência e mulheres no cangaço', da Adriana Negreiros — Foto: Divulgação
Título 'Maria Bonita Sexo, violência e mulheres no cangaço', da Adriana Negreiros — Foto: Divulgação

Adriana Negreiros - Editora Objetiva (2018)

A jornalista traz uma perspectiva feminista para a trajetória da mulher mais emblemática do sertão. Longe de ser apenas um romance de cinema, o livro se aprofunda na realidade da primeira mulher a integrar o bando de Lampião e desconstrói mitos ao revelar as dinâmicas de violência, o machismo e as experiências reais vividas tanto por Maria Bonita quanto pelas outras mulheres que faziam parte do grupo.

Quem tem medo do feminismo negro?

Quem Tem Medo do Feminismo Negro?, de Djamila Ribeiro — Foto: divulgação
Quem Tem Medo do Feminismo Negro?, de Djamila Ribeiro — Foto: divulgação

Djamila Ribeiro - Companhia das Letras (2018)

Djamila Ribeiro traz um recorte indispensável para o debate de gênero no Brasil: o racismo. Neste livro, a filósofa resgata memórias de sua infância e juventude para expor as violências enfrentadas pelas mulheres negras. A obra conecta essas vivências a temas muito atuais, discutindo desde a intolerância religiosa e a mobilização nas redes sociais até as origens e diálogos do feminismo negro nos EUA e no Brasil.

Gênero e Desigualdades: Limites da Democracia no Brasil

 'Gênero e Desigualdades Limites da Democracia no Brasil', da Flávia Biroli — Foto: Divulgação
'Gênero e Desigualdades Limites da Democracia no Brasil', da Flávia Biroli — Foto: Divulgação

Flávia Biroli - Boitempo Editorial (2018)

Mercado de trabalho, maternidade, sexualidade e participação política estão entre os temas abordados neste ensaio da cientista política Flávia Biroli, que analisa como a desigualdade de gênero atravessa e questiona o funcionamento da democracia no Brasil. A autora também destaca pautas centrais do movimento feminista desde a década de 1970 e examina o avanço de agendas conservadoras na América Latina em anos recentes.

Apolinária

"Apolinária", de Bianca Santana — Foto: Divulgação
"Apolinária", de Bianca Santana — Foto: Divulgação

Bianca Santana - Editora Fósforo (2025)

O romance da jornalista e escritora paulista entrelaça memória familiar e pesquisa histórica. A narrativa acompanha a trajetória de Polu, uma mulher negra e nordestina que deixa o interior da Bahia em 1946 para recomeçar a vida em São Paulo. Ao alternar as vozes de avó e neta, a obra constrói um retrato sensível sobre o cotidiano do trabalho doméstico, a busca por dignidade e as batalhas que moldam a identidade das mulheres brasileiras.

Breve história do feminismo no Brasil e outros ensaios

Título 'Breve história do feminismo no Brasil e outros ensaios', da Maria Amélia de Almeida Teles — Foto: Divulgação
Título 'Breve história do feminismo no Brasil e outros ensaios', da Maria Amélia de Almeida Teles — Foto: Divulgação

Maria Amélia de Almeida Teles - Alameda Casa Editoria (2017)

Maria Amélia de Almeida Teles é uma das referências mais importantes do feminismo no país e viveu a história na pele como presa política durante a ditadura militar. Publicado originalmente em 1993, o livro ganhou uma edição ampliada com artigos recentes que analisam os rumos atuais da luta das mulheres. A autora constrói um panorama do movimento, sempre conectando os debates de hoje com as cicatrizes profundas deixadas pelo golpe de 1964.

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