United Airlines: CEO demitido pela rival nega vingança e aposta em IA e novas rotas
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Scott Kirby atual CEO da United Airlines foi demitido pela concorrente American Airlines há 10 anos, quando era presidente da companhia. Ele afirma que não acredita em vingança, apenas compete de “forma agressiva”, em entrevista à CNBC.
A United anunciou sua contratação como presidente em 29 de agosto de 2016, praticamente no mesmo instante em que a American divulgou sua saída. Hoje, Kirby comanda a segunda companhia aérea mais lucrativa dos Estados Unidos, atrás apenas da Delta Airlines.
Já sua antiga empregadora, a American, ocupa uma distante terceira posição entre as grandes companhias aéreas americanas com mais de um século de história, embora esteja tentando impulsionar receitas com uma série de melhorias, incluindo o retorno das telas individuais nos assentos.
No último ano, Kirby chegou a levantar a possibilidade de megafusões com a Delta e a American, o que resultaria na união de algumas das maiores companhias aéreas do mundo. Até agora, porém, suas propostas foram rejeitadas, enquanto especialistas em concorrência demonstraram ceticismo quanto à viabilidade dessas operações.
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O executivo está pensando grande em um momento em que o setor enfrenta custos crescentes, infraestrutura aeroportuária limitada e uma população cada vez mais disposta a gastar para viajar, frequentemente optando por assentos premium.
De olho em JFK a partir de Newark
A CNBC acompanhou Kirby durante um dia de trabalho e ele detalhou sua visão para a companhia. Kirby afirmou que deseja ampliar a presença da United no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York, após o retorno da companhia ao terminal congestionado por meio de uma parceria com a JetBlue Airways, antiga parceira da American. A retomada pode ocorrer já no próximo ano.
Embora a United já lidere entre as companhias americanas em voos internacionais, segmento com forte demanda entre turistas dos EUA, Kirby quer expandir ainda mais a presença global da empresa. Nesta semana, a companhia deve anunciar uma série de novas rotas internacionais, tradição anual que já incluiu destinos pouco convencionais como Ulan Bator, na Mongólia, e Bilbao, na Espanha.
Há anos a United destaca sua expansão internacional como um fator de fidelização de clientes e de adesão aos seus lucrativos cartões de crédito vinculados a programas de recompensas de viagem. Os anúncios de novas rotas costumam ser acompanhados de grande repercussão.
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Kirby, que acumula três décadas de experiência no setor aéreo, é considerado o CEO mais vocal da aviação americana. Sua equipe sabe disso e já deixou de informá-lo com antecedência sobre os novos destinos “instagramáveis” que serão anunciados.
Embora a Delta ainda mantenha vantagem em lucratividade, seu CEO, Ed Bastian, não pretende perder espaço para a United. A companhia começou recentemente a ampliar sua presença no Pacífico, região tradicionalmente dominada pela United.
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IA, fusões e o futuro das viagens
Analistas de Wall Street e especialistas jurídicos demonstraram forte ceticismo sobre a possibilidade de uma fusão entre a United e outra gigante americana do setor.
Pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que Kirby procurou a Delta para discutir uma possível combinação, mas foi rejeitado, segundo revelou o The Wall Street Journal.
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A American também rejeitou publicamente uma proposta de fusão da United recentemente.
Kirby afirmou à CNBC que não mudou de posição e que também não tem interesse em adquirir uma companhia menor, como a JetBlue.
Questionado sobre preocupações antitruste e a provável oposição de procuradores-gerais estaduais, Kirby respondeu que “todas as objeções são baseadas na premissa de que a indústria aérea é uma commodity”.
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Segundo ele, o setor evoluiu significativamente e empresas como Delta e United conseguiram se diferenciar por meio de suas rotas, cabines, serviços de bordo e outros produtos oferecidos aos passageiros.