Utentes criticam falta de informação na véspera de mudanças nos transportes em Coimbra

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Um dia antes de mais de 20 linhas dos transportes públicos mudarem em Coimbra por causa do alargamento do ‘metrobus’, novas paragens ainda não dispunham durante o dia de hoje horários afixados e utentes lamentaram falta de informação.

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O ‘metrobus’ expande-se na quinta-feira a Coimbra-B e à Praça da República, numa operação que vai obrigar a uma reconfiguração do trânsito na Baixa da cidade e à mudança de mais de 20 linhas dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).

No entanto, já hoje se fizeram sentir algumas mudanças face a um condicionamento antecipado na rua da Sofia, esta tarde, que obrigou a alterações de rotas dos autocarros, que apanharam utentes de surpresa.

Um reformado de 63 anos, que não quis identificar-se, lamentou à agência Lusa estar à espera há cerca de uma hora pelo 19T na nova paragem, na via central.

Visivelmente chateado com as alterações e a falta de informação, o reformado, com saco de compras na mão, antecipou que o pior estará para vir, que a cidade “ainda está a meio gás”.

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Ao seu lado, uma mulher via o 6 passar pela Fernão de Magalhães e não virar para a via central, como esperava. Ainda correu atrás da viatura, mas acabou por voltar para trás e apanhar outro autocarro, protestando contra o motorista.

Outra mulher, enquanto esperava pelo 29, lamentava a falta de informação disponível.

A partir de quinta-feira, serão criadas novas paragens e várias linhas irão alterar os seus percursos, face às mudanças no trânsito e à intenção de os SMTUC não criarem sobreposições com o ‘metrobus’.

É o caso das linhas 4 e 27, que circulavam na rua da Saragoça, que passa a ser de sentido único descendente, obrigando os autocarros a mudarem o seu percurso e a circularem nas ruas Antero Quental e Guerra Junqueiro, vias onde já estão as novas paragens.

Nessas novas paragens, a agência Lusa não encontrou na manhã de hoje qualquer informação sobre as mudanças de linhas, nem os horários que serão praticados.

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No Arnado, que funcionará como uma das grandes interfaces, havia, hoje à tarde, várias placas a indicarem o caminho de cinco minutos para a nova paragem, na via central, junto à Loja do Cidadão.

Nessa nova paragem, que irá servir 16 linhas, não estava afixado, às 18:00 de hoje, qualquer horário ou informação sobre as mudanças nas linhas, dando apenas indicação dos serviços que por ali irão passar a partir de quinta-feira.

Lurdes, de 60 anos, trabalha nos Hospitais da Universidade de Coimbra e ainda está confusa com as mudanças nas linhas.

“Eu já li três ou quatro vezes o que está no ‘site’ [disponibilizado pelo município] e há coisas que eu não consigo perceber. Eu acho que entendo português, mas aquilo não está bem explicado”, disse.

Lurdes lamentou também a falta de abrigo e de bancos na nova paragem dos SMTUC na via central.

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“Acho que foi tudo feito em cima do joelho e os joelhos são pequenitos”, disse.

“A senhora presidente da Câmara deve andar de motorista privado e não anda no terreno a ver o que as pessoas sentem. Eu gostava de saber se acha bem andar cinco minutos a pé do Arnado até aqui”, lamentou.

Questionada pela Lusa sobre a ausência de abrigo na paragem da via central, fonte oficial da Câmara afirmou que, “após avaliação da funcionalidade da paragem no local, será adotada uma solução definitiva com abrigo”.

A mesma fonte aclarou que os novos horários “estão a ser colocados neste momento” e que, em algumas das novas paragens, já se encontram afixados.

O município afirmou também que tem 16 pessoas da autarquia e dos SMTUC a distribuir informação e que, na quinta-feira, serão 20 a prestar esse apoio.

No controlo de acessos e gestão em locais de “maior potencial conflito” deverão estar envolvidos diariamente 30 agentes da Polícia Municipal.

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A PSP não estará “diretamente envolvida na operação”, mas “desempenhará igualmente um papel importante”, acrescentou.

O município tem disponível uma campanha de esclarecimento sobre as mudanças, em www.cm-coimbra.pt/comovou.