Van Dijk dá conferência 'explosiva': "Dizem que destruí os Países Baixos"

🗓️ 2026-09-24 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Virgil van Dijk compareceu, esta quarta-feira, perante os jornalistas, para realizar a tradicional antevisão ao encontro da jornada inaugural da fase de grupo da Liga das Nações, entre Países Baixos e Alemanha, numa conferência de imprensa que viria a revelar-se 'explosiva', dada a maneira como o próprio se defendeu das críticas de que foi alvo, no último Campeonato do Mundo.

"Um dos vossos colegas disse, é claro, que foi uma ideia minha mudar e jogarmos com uma linha defensiva de cinco. Isso é um completo disparate. O facto é que, simplesmente, fracassámos, no Mundial. Esses são os factos puros. Nós não fizemos um bom Mundial, mas não tem a ver comigo. Nós jogamos juntos, somos uma equipa. A vossa alegação de que eu destruí o futebol neerlandês depois do Mundial... Esse tipo de coisas é completamente infundado", começou por afirmar.

"O plano é delineado pela equipa técnica. Estão a ser espalhados disparates para parecer ainda pior. Isso acontece demasiadas vezes. Foi-me dito que foi culpa minha termos jogado com uma linha de cinco, que eu e Ronald Koeman destruímos o futebol neerlandês", acrescentou, visivelmente agastado, em declarações reproduzidas pela estação televisiva britânica Sky Sports.

O defesa-central do Liverpool lembrou, de resto, que "o plano funcionou, durante 89 minutos", na derrota sofrida ante Marrocos, no desempate por grandes penalidades, nos 16avos de final, "ainda que tenha sido um mau jogo", visto que Cody Gakpo marcou o golo que inaugurou o marcador do Estadio BBVA Bancomer, aos 72 minutos, antes de, no 'último suspiro', Issa Diop ter reposto a igualdade.

"Quase seguimos em frente. A ideia de que eu destruí o futebol neerlandês não faz sentido absolutamente nenhum. Não fui eu que decidi aquilo", rematou.

"Passados dez segundos, já estava claro que eu iria continuar"

Virgil van Dijk foi igualmente perentório quando questionado sobre a maneira como se dirigiu aos repórteres presentes: "Eu sou super aberto. Por vezes, há certas coisas que têm de ser ditas, certo? Caso contrário, estás, simplesmente, a ouvir as queixas todas. Com a maior parte da comunicação social, tenho zero problemas. Nunca os tive. Quando se espalham disparates pelo mundo fora, que outra maneira tenho de lidar com isso?".

O defesa-central chegou mesmo a ponderar renunciar à principal seleção neerlandesa, dada a maneira como foi tratado pela opinião pública, mas uma reunião com o sucessor de Ronald Koeman (antigo treinador do Benfica), Xavi Hernández, levou a que tomasse a decisão de manter-se disponível para representar os Países Baixos ao mais alto nível.

"Eu precisava de umas férias com a minha família, e, depois, de ter uma reunião importante com o selecionador nacional. Passados dez segundos, já estava claro que eu iria continuar. O que é que ele disse? Que eu sou o Virgil van Dijk. Tem a ver com confiança, apreço, o quão importante és para a equipa... Fisicamente, não há - nem havia - dúvidas, mas também queres sentir apreço e prazer", concluiu.

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