Paulo Vinicius Coelho (PVC): Vasco joga como Expresso, vence Boca após 75 anos e a primeira na Bombonera

🗓️ 2026-10-14 📁 sports 📝 ⏱️ 👁️ : -

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Jogadores do Vasco comemoram gol de Adson contra o Boca Juniors, pela Sul-Americana
Jogadores do Vasco comemoram gol de Adson contra o Boca Juniors, pela Sul-Americana Imagem: LUIS ROBAYO / AFP

É claro que é um exagero comparar o Vasco de Pedro Emanuel ao Expresso da Vitória, dirigido por Flávio Costa, o maior time a história de São Januário e que conquistou o direito de usar o lado direito das arquibancadas do Maracanã. Mas a coragem da equipe de 52% de posse de bola na casa do Boca Juniors e, especialmente, a capacidade de vencer a metade mais um da Argentina, pela primeira vez em sua casa, tudo isto merece o crédito e a hipérbole comparativa.

Em 15 jogos contra o Boca, esta foi apenas a segunda vez em que o Vasco venceu o rival argentino. A primeira, amistoso em 1951, no Maracanã, teve dois gols de Ipojucan, um de Friaça. Fazia 75 anos!

Coragem também no primeiro tempo, em que 28% das recuperações de bola aconteceram no campo de ataque. Quatro interceptações, dois desarmes. Pedro Emanuel queria o time pressionando a saída de bola do Boca e conseguiu isso.

Verdade que a parte da metade da primeira etapa, com menos de posse de bola, o Vasco passou a se defender num 5-4-1, com Santiago Sosa como quinto homem na linha defensiva, Andrés Gómez pela esquerda e Ádson na direita compondo a linha do meio, com Lescano e Thiago Mendes.

O gol nasceu de recuperação no ataque, pela insistência, depois cruzamento de Andrés Gómez e cabeceio de Ádson, justamente o substituto de Colidio, o ponta que já havia disputado a Sul-Americana pelo River Plate.

O Vasco venceu também o abuso do árbitro chileno Piero Maza. Se já havia apitado em La Bombonera na vitória do Boca sobre o Recoleta, do Paraguai, e contra o São Paulo, por que a Conmebol levou-o pela terceira vez ao mesmo estádio? Andrés Gómez foi imprudente por tocar a barriga de Maza, mas foi exagero o cartão vermelho dado com fúria, segundos após ter apresentado o amarelo.

Resistiu a tudo isso e está a um empate da finalíssima da Copa Sul-Americana. Se quebrou um tabu de 75 anos, agora pode estar a três partidas de conquistar seu primeiro título internacional do século 21.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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