Venezuela: Casa Branca confirma reunião entre Trump e Delcy Rodríguez em Nova Iorque

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O Governo dos Estados Unidos confirmou esta sexta-feira que o Presidente norte-americano, Donald Trump, vai encontrar-se com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova Iorque.

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O encontro na próxima terça-feira será a primeira reunião presencial entre os dois líderes e representará o contacto ao mais alto nível em mais de uma década entre Washington e Caracas.

Segundo confirmou a Casa Branca, a reunião encerrará a agenda oficial de Trump durante a Semana de Alto Nível da 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre de 18 a 28 de setembro de 2026, na sede da ONU em Nova Iorque.

Nesse mesmo dia, o Presidente norte-americano discursará perante a Assembleia-Geral e terá encontros bilaterais com os primeiros-ministros do Reino Unido e do Japão, além de reuniões com vários líderes do Golfo Pérsico.

A confirmação oficial surge após semanas de especulação sobre a realização do encontro. No passado domingo, Trump já tinha referido a “possibilidade” de uma reunião, enquanto vários meios de comunicação norte-americanos noticiavam que as duas delegações estavam a ultimar os detalhes logísticos.

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O encontro entre Trump e Rodríguez será o primeiro frente a frente entre líderes dos Estados Unidos e da Venezuela em mais de dez anos.

O último contacto direto ao mais alto nível ocorreu em abril de 2015, quando Barack Obama e Nicolás Maduro mantiveram uma breve conversa durante uma cimeira realizada no Panamá.

Desde a operação militar norte-americana realizada em janeiro passado, na qual o ex-Presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado e colocado à disposição da justiça em território norte-americano, Washington e Caracas têm mantido relações diplomáticas mais próximas, após um período de forte afastamento iniciado em 2019.

As Nações Unidas consideraram esta semana que as instituições estatais responsáveis pela repressão e violações de direitos humanos no país continuam “intactas”, apesar de melhorias “limitadas” registadas no último ano.   

   As conclusões acompanham um relatório que assinala uma “redução significativa das detenções prolongadas e dos desaparecimentos forçados” após a captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro na operação norte-americana em 03 de janeiro.   

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   “Enquanto não forem desmanteladas as estruturas repressivas, garantida a independência judicial e devidamente investigados e sancionados os responsáveis por violações de direitos humanos, qualquer abertura permanecerá frágil e reversível,” apontou a Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a Venezuela da ONU.