Venezuela diz que flexibilização das sanções "não é suficiente"

🗓️ 2026-09-04 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Temos estado numa fase de abertura ao investimento, algumas medidas foram flexibilizadas, mas não é suficiente", afirmou Paula Henao, em entrevista ao canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).

Desde a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, em 03 de janeiro, a relação entre a Venezuela e os Estados Unidos passou do confronto para uma aproximação progressiva, com o levantamento de sanções e uma crescente normalização das relações bilaterais.

Washington flexibilizou o regime de sanções aos setores do petróleo e da mineração, bem como ao sistema financeiro público.

Henao assegurou que o Governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, vai continuar "a pedir o fim total das sanções", com o objetivo de garantir que o país se torne uma "potência energética".

O país sul-americano, notou a responsável, "desempenha um papel fundamental" no equilíbrio energético mundial, pelo que considera "impossível retirar a Venezuela dessa equação".

"Somos precisamente a garantia desse equilíbrio energético e um fornecedor que está presente, à disposição, um fornecedor fiável e que, sem dúvida, coloca esses recursos à disposição do mundo para poder (...) satisfazer toda a procura", afirmou.

A ministra classificou como "marco histórico" a assinatura, na quarta-feira, de acordos com empresas como a norte-americana Chevron, que permitirão a integração dos blocos Carabobo 1 e Carabobo 2 na Petroindependencia — constituída entre a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a empresa norte-americana —, com vista à expansão das operações.

"Já começámos a ver a mobilização das primeiras equipas de perfuração para essas zonas com vista a esse desenvolvimento", anunciou Henao, referindo que se prevê que a produção das empresas com participação da Chevron passe dos cerca de 270 mil barris por dia em que se situa atualmente para mais de 300 mil ainda este ano.

Além disso, estima que, posteriormente, a produção se situe "acima dos 700 mil barris" diários.

Estes acordos foram assinados em Caracas na presença do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, que visitou a capital venezuelana menos de uma semana depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, e Rodríguez terem anunciado o acordo bilateral.

Este acordo vai permitir o desenvolvimento de 17 campos com um total de 65 mil milhões de barris, um quinto dos mais de 303 mil milhões de barris que a Venezuela possui em reservas, as maiores do mundo.

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