Ventura diz que há na Madeira uma "epidemia de corrupção"

🗓️ 2026-09-19 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Há na Madeira uma epidemia de corrupção", declarou o líder do Chega na reentre política regional do partido, numa festa-comício na praia do Vigário, no concelho de Câmara de Lobos, onde se reuniram algumas dezenas de militantes e simpatizantes.

Ventura disse que quis marcar presença neste evento para assinalar o início do ano político e deixar uma mensagem a todos os distritos do país e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, de que devem estar "unidos na luta política contra a corrupção".

"Nós estamos prontos. Eu sinto-me pronto para ser o vosso primeiro-ministro e garantir que temos um país para liderar e governar", disse, reforçando que o Chega tem uma "luta contra a corrupção e para limpar Portugal".

Segundo Ventura, "é preciso concretizar a limpeza que Portugal precisa".

O dirigente argumentou que, se os portugueses estão pobres, "não é por falta de dinheiro, mas porque alguns andaram a enriquecer à sua custa durante as últimas décadas".

"O primeiro-ministro diz que estão a acabar os fundos europeus e nós estamos a ficar esganados, mas estamos esganados porque o Governo central e o da Madeira, em vez de permitirem que o dinheiro que vinha fosse usados para as pessoas, para melhorar as vidas das pessoas (…), distribuíram o dinheiro pelos seus amigos", argumentou.

André Ventura sustentou que "quem roubou os portugueses durante os últimos 50 anos tem que ir parar à prisão".

O líder do Chega referiu-se ao caso do ministro da Administração Interna, Luís Neves, opinando que "mais do que sobre o ministro, isto diz sobre a podridão do sistema político", acrescentando que "eles estão todos calados porque se habituaram a calar-se uns pelos outros durante 50 anos".

Destacou ainda que o partido não permite que "lhe tirem a voz, que a corrupção esmague e não deixa que quem destruiu o país, cometeu crimes, continue à solta".

"Por isso, eu continuo a dizer aos Miguel Albuquerques desta vida que, se tivessem um pingo de vergonha, já não estavam nos seus governos regionais", sublinhou.

André Ventura defendeu que "o país precisa de uma mudança", referindo que foram o PS e o PSD que "obrigaram a ir embora" os portugueses para a emigração, para trabalhar.

"Parte da imigração não vem para contribuir, nem para trabalhar", disse, criticando os que vêm e não respeitam "a bandeira, os costumes e vivem de subsídios".

Ventura realçou que o Chega nasceu para "transformar Portugal", porque a "República está podre", opinando que "o sistema está contra o povo português" e manietado por uma Constituição com 50 anos.

"A justiça tem de ser feita. A autoridade tem de ser reposta", declarou, defendendo pensões dignas para os reformados e censurando os emigrantes que chegam de Marrocos e recebem apoios de centenas de euros.

O responsável do Chega indicou que o objetivo do partido é "consertar o país" e "garantir que será alternativa quando chegar o momento".

"Garanto-vos que vamos colocar toda a nossa força, todo o nosso entusiasmo e toda a nossa luta no país de zero corrupção, num país para portugueses e num país em que todos sintam que os portugueses estão em primeiro lugar", concluiu.

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