Vídeo: PF faz operação contra esquema de fraude na compra e registro de armas para CACs

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Armas de fogo apreendidas sobre um sofá marrom: três fuzis, duas pistolas, um revólver, carregadores e documentos em uma mesa de centro
Armas apreendidas pela PF na Operação Polaridade. 04/09/2026 (PF/Divulgação)

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 4, a Operação Polaridade, contra um grupo suspeito de fraudar processos de compra e registro de armas de fogo destinados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

São cumpridos 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão, tanto contra pessoas físicas quanto empresas, em endereços no estado do Rio de JaneiroCampo Grande, Gardênia Azul, Inhoaíba, Niterói, Duque de Caxias, Macaé, Volta Redonda, São João de Meriti, Maricá, Magé, Pinheiral — e em Vila Velha, no Espírito Santo.

As investigações tiveram início após a Delegacia da PF em Niterói notar inconsistências em vários processos. As apurações revelaram que um colaborador terceirizado, vinculado ao Núcleo de Armas, teria aprovado requerimentos sem a apresentação da documentação obrigatória. Solicitações com documentos falsos ou incompatíveis também teriam sido liberadas.

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“Constatou-se a repetição de documentos entre diferentes requerentes, a utilização de comprovantes de residência falsificados e a ausência de documentos indispensáveis à instrução dos pedidos, além de irregularidades em certificados técnicos e demais requisitos legais exigidos para a aquisição de armamentos – inclusive de uso restrito”, afirmou a PF em nota.

Além disso, as diligências apontaram vínculos entre requerimentos analisados e armas apreendidas em uma operação, o que “reforçou a necessidade de aprofundamento das investigações”, de acordo com a Polícia Federal, que acrescentou que registros com qualquer irregularidade serão cancelados.

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A ação desta sexta também tem como objetivo identificar todos os envolvidos e investigar eventuais conexões com outras organizações criminosas.  Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.

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Operação da PCERJ

Em julho, a Polícia Civil realizou uma operação contra um esquema de fornecimento de munição para facções. Foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Os dois alvos foram presos e outras três pessoas foram detidas ao longo da ação. Também foram apreendidos dois fuzis, pistolas, munições e eletrônicos.

A organização criminosa, segundo as investigações, usava documentos falsificados de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) para efetuar a compra em uma empresa em Santa Catarina. Estima-se que o grupo tenha obtido carregadores e mais de 10 mil projéteis de fuzil (de calibre 5,56 mm) e de pistola (de 9 mm). A ação desta quarta tem como objetivo desmantelar identificar membros da quadrilha e desmantelar o esquema.

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