Vinted regista aumento do número de anúncios de artigos potencialmente roubados nos motins em França
No total, cerca de 1.500 estabelecimentos comerciais em França foram saqueados e vandalizados, com prejuízos na ordem das centenas de milhões
A Vinted, a plataforma online lituana de venda de artigos em segunda mão, registou esta segunda-feira um aumento do número de anúncios de produtos que se suspeitam terem sido roubados durante os motins em França, que este fim de semana atingiram o seu pico.
A informação é avançada pela Bloomberg. Num comunicado enviado ao canal americano, a Vinted afirma ter tomado "medidas imediatas para identificar e remover anúncios associados aos saques" e reforçado "a monitorização de anúncios suspeitos".
“Quando as nossas regras são violadas, tomamos medidas contra as contas envolvidas, podendo chegar a restrições permanentes”, acrescenta a nota.
No X, vários utilizadores relataram, por exemplo, uma subida brutal do número de camisolas de futebol do Lille à venda, algumas ainda com alarme. A loja do clube na cidade foi saqueada durante os motins.
🚨 Des maillots du LOSC sont DÉJÀ EN VENTE sur Vinted quelques heures après le PILLAGE de la boutique officielle à Lille. 🤯❌
L’antivol est encore sur le maillot… https://t.co/d7eF5yUxRC
— Actu Ligue 1 (@ActuL1_) October 18, 2026
No total, cerca de 1500 estabelecimentos comerciais foram saqueados e vandalizados, com prejuízos na ordem das centenas de milhões.
Esta segunda-feira, o ministro do Interior francês reconheceu a "perda de controlo" por parte das forças de segurança em algumas das principais cidades do país, no sábado, durante os protestos contra o elevado custo de vida, marcados pela violência e pilhagens.
Laurent Nuñez, cujo pedido de demissão foi recusado no domingo pelo presidente Emmanuel Macron, admitiu à rádio France Inter "falta de planeamento" na mobilização das forças de segurança no sábado.
"Sim, no sábado perdemos o controlo em algumas das principais cidades", disse Nuñez à rádio France Inter, onde reconheceu que a situação foi extremamente difícil de gerir e que não se deve repetir.
Para mitigar o problema, o governo francês tomou medidas, incluindo o recolher obrigatório em várias cidades.