Violentava ex. Entrou-lhe em casa e atirou-lhe "aerossol" contra a cara
Um homem de 41 anos foi detido, no dia 10 de setembro, depois de ter invadido a casa da ex-companheira, com quem manteve uma relação durante dois anos, e “pulverizado diretamente o seu rosto com um produto aerossol”, em Cascais.
Ao longo do relacionamento, a mulher de 59 anos era vítima de “comportamentos reiterados de controlo, perseguição, agressividade física e verbal e ciúme excessivo, associados ao consumo abusivo de bebidas alcoólicas”, de acordo com a Polícia de Segurança Pública (PSP). A par disso, “o suspeito controlava as comunicações, o vestuário e os contactos sociais [da antiga parceira], tendo ainda destruído vários dos seus telemóveis”.
A relação terminou em julho deste ano, altura em que o homem intensificou as suas ações “de intimidação e perseguição, deslocando-se reiteradamente à residência e ao local de trabalho da vítima e proferindo ameaças de morte dirigidas à mesma e aos seus familiares”.
Um dos episódios mais graves deu-se no dia 9 de setembro, quando o sujeito arrombou “a pontapés a porta da habitação” da mulher, onde a pulverizou no rosto “com um produto aerossol, fazendo-a recear pela sua integridade física e pela própria vida”.
O indivíduo foi localizado pela PSP junto ao prédio da vítima, onde se encontrava novamente. Foi, depois, presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a prisão preventiva.
As autoridades recordaram ainda que “a violência doméstica constitui um crime público e pode assumir diversas formas, nomeadamente violência física, psicológica, sexual, económica ou social”, além de poder “ocorrer entre cônjuges, ex-cônjuges, companheiros, ex-companheiros, namorados, ex-namorados, bem como entre ascendentes, descendentes ou outras pessoas especialmente protegidas pela lei”.
“Tratando-se de um crime público, a responsabilidade é de todos. A PSP apela à denúncia de todas as situações de violência doméstica, recordando que uma intervenção atempada pode evitar a escalada da violência e proteger vidas. Perante qualquer situação de emergência ou suspeita da prática deste crime, contacte de imediato as autoridades policiais”, vincou.
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