Zema tenta segurar candidatura em meio à pressão de bolsonaristas e aliados
Minas Gerais
O candidato ao Senado por Minas Gerais Marco Antônio Superman defendeu que Zema abandone a disputa para apoiar Flávio Bolsonaro
29/09/2026 02:00

Belo Horizonte – A proximidade do primeiro turno faz aumentar, tanto entre bolsonaristas quanto entre aliados dentro do Novo, a pressão para que o Romeu Zema desista da disputa em prol do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
Membro desse grupo de pressão, o candidato ao Senado por Minas Marco Antônio Superman (Novo), cobra que Zema faça o que ele mesmo já defende e apoie Flávio.
“O Zema, se quer ser patriota de verdade e mostrar uma posição a direita, para defender o Brasil do petismo e do Lula, tem que embarcar na campanha do Flávio Bolsonaro”, afirmou o candidato, que também defendeu que o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) desistam.
Superman faz parte de uma série de políticos do Novo, como a candidata a deputada federal Marina Helena (Novo-SP), que estão abrindo mão de apoiar o seu correligionário em favor do “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Zema, porém, tenta se segurar e reafirma que não vai desistir.
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Nikolas Ferreira e Superman
Diego Tavares / MAC

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Romeu Zema, do Novo, disse ser oposição ao PT
Reprodução/ Redes sociais

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Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição
Raphael Veleda/Metrópoles

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Deputado federal Ricardo Salles
Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
Jessica Bernardo / Metrópoles
A pesquisa mais recente divulgada pela Quaest nessa segunda-feira (28/9) coloca o mineiro com 1% das intenções de voto, numa corrida liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%; e por Flávio Bolsonaro, com 34%.
Caiado e Cury estão empatados com 4% das intenções de voto. Renan Santos (Missão) aparece com 3%. Os indecisos representam 5% e os que vão votar branco ou nulo são 10%.
Entre os bolsonaristas, a pressão pública pode ser traduzida na recente fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que pediu para que a direita se unisse ao redor de Flávio Bolsonaro.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), sucessor de Zema e seu ex-vice-governador, foi um dos que demonstrou interesse em declarar apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno, já que ele já anunciou apoio em um eventual segundo turno, mas a medida foi vetada por Zema.
Simões busca se apresentar como o único candidato ao Palácio Tiradentes a apoiar e ser um aliado de Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral em Minas Gerais, mesmo com o PL mineiro tendo o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL); e com boa parte dos filiados da legenda estarem declarando apoio ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Desistência do Novo em apoio ao PL
A pressão sobre Zema cresceu após a recente decisão de Ricardo Salles (Novo-SP) de abrir mão de sua candidatura em favor dos adversários André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derride (PP-SP).
Tal medida foi celebrada por bolsonaristas, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que viram nela uma ação em busca do bem do Brasil.
Salles, que tinha 4% das intenções de voto, atacou durante toda sua campanha André do Prado, a quem ele classificou de não ser um representante legítimo da direita, e afirmou várias vezes que ele “é pupilo do Valdemar [Costa Neto, presidente nacional do PL]”.
Em Minas Gerais, Marco Antônio Superman também aproveitou a decisão do paulista para pedir que o senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD), que tem 12% das intenções de voto, abra mão de sua campanha para apoiá-lo, sendo que é o preferido por 4% do eleitorado, mas que conta com o apoio de Nikolas Ferreira.