“Zerei a bateria do BYD Dolphin”, motorista de aplicativo conta o que aconteceu

🗓️ 2026-08-29 📁 auto 📝 ⏱️ 👁️ : -

BYD Dolphin

BYD Dolphin GS180 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Continua após publicidade

Diferente dos veículos a combustão, que resolvem o problema de pane seca com um galão de combustível trazido do posto mais próximo, um carro elétrico que zera a bateria demanda procedimentos bem mais complexos para voltar a rodar.

Por sorte, isso esse não foi o caso do motorista de aplicativo Lucas Almeida. Durante o episódio do QRCast desta semana, ele contou que chegou a zerar a bateria de um BYD Dolphin GS durante um dia de trabalho. “Foi um perrengue que eu passei. A minha sorte é que eu estava em uma ladeira e tinha um ponto de recarga no final da rua”.

Quando a bateria do carro elétrico atinge o limite da carga, o sistema de gerenciamento eletrônico entra em ação antes do desligamento total. Isso pode ter salvado Lucas. “Mesmo com a bateria zerada, o carro conseguiu chegar até o eletroposto”, conta.

Continua após a publicidade

O veículo emite alertas visuais e sonoros no painel e reduz progressivamente a entrega de potência para economizar energia. Recursos secundários como ar-condicionado e central multimídia costumam ser desativados automaticamente para garantir os últimos metros de rodagem até um local seguro. Foi isso que durante o teste feito por QUATRO RODAS.

Autonomia dos elétricos

Continua após a publicidade

Segundo o inmetro, o BYD Dolphin GS tem 291 km de autonomia. Em nosso teste, a autonomia real foi bem menor. Ao atingir 271 km, o modelo chegou aos 2% de bateria e obrigou o repórter João Vitor parar após ter uma perda de potência relevante.

“Ao chegar a 2% de bateria, a famosa tartaruguinha cor de laranja apareceu no painel e cortou a potência [luz espia que alerta para a redução de potência]”, contou o repórter na época.

Continua após a publicidade

Caso o motorista ignore os avisos e a carga chegue a 0%, o trem de força é desligado por completo. Nesse momento, a direção assistida e os freios perdem a atuação principal, tornando as manobras mais pesadas. O veículo ainda mantém sistemas básicos de iluminação por um breve período graças à bateria auxiliar de 12V, mas a rodar fica impossível.

Autonomia dos elétricos
– (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Continua após a publicidade

A bateria de íons de lítio sofre danos quando passa por uma descarga profunda. Ainda que já existam “power banks móveis gigantes” ou guinchos que podem levar o carro até um ponto de recarga para salvar os donos de elétricos nessas situações, não é o ideal.

Chegar ao limite absoluto faz com que a tensão das células caia a níveis críticos, o que pode provocar a degradação precoce da capacidade de retenção de energia do conjunto de tração.

Continua após a publicidade

Autonomia dos elétricos
– (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Em alguns casos, a recuperação pode exigir paciência. A eletrônica do veículo passa por uma fase de diagnóstico assim que o plugue é conectado e pode demorar alguns minutos para aceitar a carga inicial em taxa reduzida. Apenas quando as células recuperam a voltagem mínima de segurança é que o sistema libera a potência total de carregamento.

Publicidade